Acordei lentamente do meu sono, o movimento do hospital era menor em comparação há tarde de ontem. Uma das enfermeiras foi ter comigo lá ela traz-me as minhas roupas para eu vestir-me. Cá fora o sol convidava-me a sair do hospital, é claro que estou um pouco triste de que o Bryan não tenho vindo buscar, mas eu compreendia o motivo dele.
Em casa tomei o meu pequeno almoço com calma, já que hoje não irei ás aulas para poder recuperar por completo.
Para aproveitar o tempo da melhor maneira, peguei nos livros de anomia humana para começar a ver os nomes dos músculos e ossos mais esquisitos que lá haviam. Também tirei apontamentos resumidos das funcionalidades de cada músculos e ossos que temos no nosso corpo humano.
O que mais queria era tirar um boa nota nestes exames, alias um dos meus objetivos é terminar o meu curso logo há primeira vez, vamos haver como corre.
Depois de almoçar ligaram-me do trabalho a perguntar se hoje podia ir trabalhar há noite no restaurante, já que era dia de folga para mim. Eu respondi-lhes que sim que não havia problema algum. Também tive de ir há rua comparar alguns produtos alimentares que tinha em falta em casa.
Quando cheguei da rua e enquanto arrumava as compras o meu telemóvel tocou eram as minhas colegas de treinos.
– Claire como estás? Nós já soubemos o que aconteceu. – Preocupadas.
– Eu estou bem agora, não se preocupem foi só um susto. – Rindo-me.
– Pois, mas nós ficamos muito aflitas.
– Percebo mas agora estou bem e isso é o que interessa.
– Amanhã vens há faculdade?
– Sim.
– Ok, as melhoras e até amanhã.
– Até amanhã. – Desligando.
Até há hora de sair para o trabalho continuei a estudar, ainda fiquei há espera que Bryan telefonasse-me, mas esse telefonema nunca veio o que entristeceu-me um pouco. Ainda me pergunto se ele quer mesmo recuperar a nossa relação. Pelas horas do relógio da sala estava na minha hora de saída. No restaurante o movimento era intenso, para não falar do stress que pairava no ar. As longas hora do meu turno demoram a passar, mas passaram, sentia-me um pouco cansada quando sai de lá.
Na rua não havia muito movimento por ser tarde, por isso fui para casa com a máxima cautela e atenta, ao meu redor. Quando estava quase a chegar a minha casa vejo um grupo de três indivíduos que falavam entre si e ao mesmo tempo olhavam para mim, por isso comecei acelerar o passo, o que não contava é que eles apercebessem da minha jogada.
– A onde vais com tanta pressa, boneca? – Encurralando-me entre os amigos deles.
– Por favor deixem ir. – Apavorada, com olhar sobre o chão. – Eu não tenho nada.
– Já? Agora que íamos divertir um pouco. – Afastando o meu cabelo do rosto e passando a mão por ele com sorriso malicioso.
Nesse instante afasto a mão dele com um pouco brusquidão e ao que parece o rapaz não gostou muito.
– Ei!!! O que pensas o que estás a fazer? Nós aqui estávamos a ser simpáticos e assim que reages para connosco? – Agora agarrando o queixo com violência. – Se quiseres também podemos ser mauzinhos contigo. – Passando agora a mão nos meus seios, por cima da camisola.
– Por favor pára. – Encolhendo-me um pouco.
– Mas porquê? Agora que estamos aquecer.
Eles começaram a tocar-me cada vez mais nos meus seios por cima da minha roupa, bem como nas minhas partes intimas por cima das calças.
– Parem!!!! Por favor!!!! – Tentando com que eles parassem.
Num das tentativas de fugir a eles, eu consegui escapar-lhes e com isso comecei a correr a toda velocidade.
– Então baby? Vais já te embora? Logo agora que começamos a ter uma certa química. – Começando a correr atrás de mim.
É claro que eles pegaram-me em minutos, e com isso cai no chão, aquele que me tocou nos seios ficou por cima de mim.
– Ei tu, agarra os braços dela. – Ordenando.
E assim fez ele e o outro agarrou-me nas pernas.
– Por favor, não!!!! – Já com as lágrimas a saírem dos meus olhos.
– Não te preocupes isto vai acabar rápido, se fores uma boa menina. – Tirando a navalha do bolso dele. – Comecemos. – Rasgando a minha camisola com a navalha ficando com soutien há mostra.
– ALGÚEM QUE AJUDE-ME!!!! ALGÚEM!!! – Desesperada.
O rapaz que prendia-me as mãos tapou-me a boca para ninguém ouvir os meus gritos. Em lágrimas debatia-me contra o rapaz que estava em cima de mim, pois sentia nojo dos beijos dele na minha pele e nos meus seios despidos. Os que assistiam apenas davam pequenos risos. Fechei os meus olhos o cansaço acabou por vencer-me por completo. Alguém….. por favor….. que me ajude.
Nesse momento ouço passos rápidos de alguém aproximar-se de nós, abro de novo os olhos lentamente.
– Soltem a rapariga. – Num tom serio.
– Quem pensas que és, verme. – Diz o rapaz que estava cima de mim levantando-se com cara de poucos amigos.
Não acreditava nos meus olhos era Dylan.
– São surdos ou quê? Eu disse para soltarem a rapariga. – Num mais brusco.
Os três rapazes soltam-me e aproximam-se de Dylan com agressividade com as navalhas na mão para intimida-lo, mas o que não contavam é que ele tivesse uma arma de fogo com ele e por sua vez a pontada há cabeça do rapaz que ia violar-me.
– Tem calma meu, nós vamos embora, sem stress. – Apavorados.
E assim fizeram e Dylan aproximou-se de mim preocupado é claro que encolhia-me toda tapando os meus seios.
– Não te preocupes – Tirando o casaco dele, pondo em cima de mim. – agora estás a salvo. – Agachando-se até mim.
Eu apenas agarrei o braço dele com a mão a tremer e com as lágrimas a saírem-me dos olhos. Ele abraça-me com delicadeza tranquilizando-me.
– Tem calma – Acariciando-me o cabelo com cuidado. – eu disse-te quando precisasse novamente de mim, eu estaria ao pé de ti, não foi? – Com sorriso. – Vá anda eu acompanho-te até casa. – Levantar-me do chão.
Em casa Dylan sentou-se no sofá enquanto eu fui tomar um banho quente, para tentar esquecer o que tinha acontecido há minutos atrás. Depois disso, sentei-me no sofá toda encolhida envolvendo as pernas com os meus braços.
– Não queres comer nada?
– Não obrigada. – Num tom baixo.
– Tens a certeza? Olha que fiz aqui umas boas sandes de queijo. – Tentando animar-me um pouco.
– Sim tenho.
Na mesa pequena de vidro ao pé da tv vi a arma de fogo e fiquei intrigada.
– Boa imitação, não? – Olhando para mim. – Encontrei-a no lixo das redondezas.
– Obrigada por teres salvo novamente. – Ainda encolhida.
– Não tens de quê. – Levantando-se do sofá pegando no casaco e num prato com uma sandes. – Se depois tiveres fome – Pondo prato em cima da mesa de vidro. – tens aqui. – Vestindo o casaco. – Penso que agora ficaras bem, Claire. Adeus.
No momento em que ele abriu a porta da entrada, eu levanto-me do sofá até ele com rapidez, agarrando o braço dele.
– O que se passa Claire? – Voltando-se para mim.
– Por favor não vás. Eu não quero ficar sozinha. – Começando a minha mão a tremer no braço dele. – Por favor.
Ele agarra a minha mão com delicadeza e dá-me um sorriso.
– Ok, mas eu fico até adormeceres, ok?
– Ok.
No quarto fui buscar dois cobertor para tapar-mos, via-mos tv sem grande interesse.
– O Bryan fui buscar-te ao hospital?
– Não, ele hoje não pode.
– Hum… Estou haver.
– O nosso relacionamento já não é o que era. – Aconchegando-me ainda mais ao cobertor. – Eu ainda não percebo muito bem o porquê de ele ter-me traindo com uma caloira do primeiro ano. Nessa altura íamos fazer três anos de namoro. Foi ele quem pediu para começarmos de novo, mas desde então o Bryan que conheci, já não é o mesmo. É um pouco triste sabes que o nosso final final esteja um pouco longe de nós.
Dylan nada disse apenas continuou a ver tv assim como eu, o som da tv quebrava o silencio da casa. Não tenho a certeza mas acho o que estava a dar na tv era uma serie policial qualquer, mas também com o cansaço que tinha não demorou muito o sono vir, encostei a minha cabeça no sofá, mas lentamente ela começou escorregar para lado direito, até algo quente e macio a deteve de cair.
O aroma que preencheu as minhas narinas era agradável, não sei ao certo que o que tipo de aroma era, mas gostava do que sentia. Acho que já senti este aroma dantes, mas não me lembro onde?
– Agradável aroma… – Em murmuro.
Senti algo quente na minha cabeça que acariciava-a com delicadeza, como é reconfortante, aquele medo que se tinha apoderado-se de mim há horas, agora era menor sentia-me mais tranquila com a presença de Dylan.
Acordei com toque do meu telemóvel, levantei-me do sofá pois estava deitada sobre ele ao comprido. Olhei em volta da sala mas Dylan já não estava e meu telemóvel continua a tocar, peguei nele não reconheci o numero.
– Sim?
– Então dormis-te bem?
– Dylan?! – Surpreendida. – Como tens o meu numero? – Intrigada.
– Depois de teres adormecido vi o teu telemóvel em cima da mesa da cozinha e achei que não te importarias. – Com riso matreiro.
– Não, mas–
– Ótimo. – Interrompendo-me. – Olha eu estou a ligar-te porque acho que posso ajudar-te na tua relação com Bryan. E pensei se não queriam vir passar um fim de semana na minha casa de ferias em Islesboro.
– Em Islesboro?
– Sim, lá tens floresta, beira rio e todo o ar puro da natureza.
– Acho uma ótima ideia. – Com sorriso. – Vou falar com Bryan, mas a partida terá de ser depois da semana dos exames. – Advertindo-o.
– Claro.
– Hum….
– O que se passa?
– Não é nada, esquece. – Desistindo de prosseguir com frase.
– Claire, achas que posso pedir-te um favor?
– Qual é?
– Posso passar a próxima semana ai em tua casa? É que o senhorio do meu prédio onde moro quer fazer uma desinfestação completa ao prédio e não tenho teto para dormir nesse período.
– Sim claro, eu também andarei ocupada com os estudos por isso, não há problema.
– Agora é a minha vez de agradecer. Obrigada.
– E vens quando?
– No final da semana.
– Ok. E obrigada por ontem a serio.
– Não tens de quê. Adeus Claire. – Desligando.
Ainda nem acredito que Dylan vai levar-nos de fim de semana a Islesboro. Desde de pequena sempre adorei o convivo-o com a natureza, a minha mãe sempre que podia levava-me acampar o que amava. Ouvir os sons da natureza há noite é que mais gostava de fazer, tomei o pequeno almoço com largo sorriso nos lábios. As aulas da manhã correram muito bem, como estamos a escassas semanas dos exames não havia treinos de natação durante esse período.
Pelo caminho de casa veio-me há lembrança do que aconteceu-me na noite passada, talvez não conte o que aconteceu–me a Bryan, não quero preocupa-lo. Em casa eu ligo a Bryan e conto-lhe o que Dylan disse-me, é claro que ele começou a protestar por ter contado algo assim sobre nós a ele, mas não liguei muito ao que dizia.
– Compreendo. Mas podes vir ou não? É para o bem da nossa relação.
– Ok, ok. – Suspirando. – Vou ver se me dar o fim de semana depois da semana dos exames, mas em principio sim.
– Beijos.
– Beijos Claire. – Desligando.
É claro que também não contei-lhe que Dylan ia passar aqui uma semana, por que se já fez uma tempestade no copo de agua por ter contado um pouco sobre nós a ele, nem quero imaginar o que ele ia fazer se soubesse disto. Não que esteja a engana-lo ou algo parecido apenas estou ajudar um amigo.
Os dias passaram devagar até mesmo com a presença de Dylan em minha casa, a semana dos exames aproximava-se cada vez mais. Para dizer a verdade a presença de Dylan fez lembrar-me de quando eu e Bryan ainda tínhamos uma relação de amizade, nós íamos para casa dos meus pais os dois quando não estavam lá, passávamos tarde muito boas a ver filmes ou até jogar na consola, tenho umas certas saudades desse tempo.
Ele também ajudou-me a memorizar alguns nomes difíceis da anatomia humana, era engraçado o método que ele usava para ajudava-me a memorizar aqueles nomes esquisitos, o que roubava-me quase sempre um riso de vez enquanto, mas deu resultado sabia quase todos eles. Mais uma vez não me foi estranho o método que ele utilizou para roubar-me risos. Aquela sensação de já ter sentido antes agora rondava-me a minha mente deixando-me pensativa. Ele também ás vezes convidava-me para jogar cartas para descontrair um pouco dos estudos, para depois recomeçar de novo.
Dylan dormia no sofá bem confortável, não sei bem o porquê dos nossos caminhos terem cruzado, mas talvez seja coisa do destino, gosto da presença dele.
A semana dos exames chegou finalmente e todos nós os alunos estamos um pouco nervosos com isso. È verdade que esta semana demorou a passar mas acabou por passar e assim o fim de semana de sonho veio. Bryan dois dias anteriores ligou-me a confirmar com certeza a ida dele.
O nosso ponto de encontro foi no ferry de Lincolnville Beach, Dylan já lá encontrava-se a fumava um cigarro há nossa espera.
– Dylan!!! – Chamando.
– Claire. Bryan. Estão prontos? O ferry está quase a vir. – Com pequeno sorriso nos lábios.
– Sim. Eu adoro estar em contacto com a natureza. – Super ansiosa de lá chegar.
Bryan nada disse. Apenas olhava para relógio de pulso. O ferry nada tardou em vir a paisagem era linda, a densa floresta com a agua do rio a banha-la lembrou dos meus tempos de campista com a minha mãe. O cheio da natureza era agradável e o som do chilrar das aves selvagem era fantástico.
– Maravilhoso.
– Gostas da natureza? – Pergunta Dylan poisando os antebraços no parapeito de ferro.
– Sim. Eu quando era mais pequena eu e a minha mãe acampávamos, muito. – Com sorriso.
– E o teu pai não vinha com vocês?
– Não, ele e a natureza não se davam muito bem, se me faço entender.
Ele deu um pequeno riso há minha resposta. Reparei que tinha deixado crescer um pouco a barba, até não ficava-lhe nada mal.
– E então e tu? Também gostas?
– Sim, para dizer a verdade eu nasci aqui.
– Estou haver. Então isso quer dizer que os teus pais também moram aqui?
– Sim moram, mas…. – Um pouco serio olhando para as mãos.
Por causa da expressão seria dele não adiantei mais com a conversa, pergunto-me o que terá acontecido entre ele e os pais dele. Ao longe já se via terra.
– Vamos, já estamos a chegar. – Voltando-me costas, pondo as mãos nos bolsos das calças.
– Ok.
Fomos a pé até a casa dele já que era perto da estação do ferry. A parte exterior da casa era feita de madeira, o que fez lembrar-me as casas antigas, há volta dela tinha um pequeno cais.
– Se quiseres nadar podes fazê-lo. – Diz Dylan pondo-me a mão dele sobre o meu ombro.
– Ok.
O interior da casa era bastante acolhedora. Em comparação ao exterior o interior era um pouco mais moderno.
– Os quartos são lá em cima. Só há um senão não só existe um quarto individual. – Adverte Dylan.
– Hum… estou haver. – Pensando. – Mas não faz mal eu e o Bryan dormimos junto e tu dormes no quarto individual, não achas melhor assim Bryan? – Olhando para ele.
– Sim. Alias não fazia muito sentido dormires no sofá já que é a tua casa.
– Ok.
Desfizemos as nossas pequenas malas no quarto que tinha uma cama de casal, de seguida o telemóvel de Bryan toca e ele suspirou um pouco insatisfeito para numero que apresentava no ecrã.
– O que quererão agora estes. – Saindo do quarto atendendo o telemóvel. – Sim?
Mas quem será? Será do trabalho? A única que ouvi dele era apenas “Sim”, “Ok” e “Hum..” por isso não consegui a saber ao certo.
– Ok. – Suspirando. – Não te preocupes, eu faço isso. Adeus. – Desligando. – Estes tipos são incríveis. – Entrando de novo no quarto um pouco aborrecido.
– O que passou? – Um pouco preocupada.
– Foi do trabalho.
– Oh!
– O tipo que era para substituir-me este fim de semana está doente. – Suspirando. – E agora tenho que acabar o trabalho dele.
– Não te chateies. – Abraçando-o. – Respira fundo e pensa que este trabalho é mais um daqueles quebras cabeças que fazes nos jornais. – Olhando para ele.
– Assim farei. – Com sorriso para mim. – Obrigada pelo teu apoio. – Dando-me um beijo na testa.
– Olha eu vou dar uma volta lá fora para conhecer melhor o local.
– Ok, mas tem cuidado. – Tirando a portátil da mala.
– Eu vou com ela não te preocupes. – Dylan há entrada do quarto.
– Ok. – Ligando o portátil. – Divirtam-se os dois. – Já não muito interessado no que íamos fazer.
Dylan levou-me até ao pequeno cais que lá havia, quase conseguia ver o fundo.
– Queres pescar?
– Sim gostava, mas eu não sei pescar, por isso….
– Não te preocupes eu ensino-te.
– Sendo assim, ok.
Ele foi até a um velho barracão e de lá trouxe uma cana de pesca e um balde. Primeiro ele ensinou de como fazer em teoria e só depois explicou na pratica.
– Vamos a isto. – Determinada.
Lancei a cana como Dylan ensinou-me, agora há que esperar o momento certo. Demorou uns bons quinze minutos o peixe a picar.
– Já picou!!! – Avisando Dylan.
– Ótimo. Agarra firme a cana e puxa. – Aproximando-se de mim.
– Ok, mas o peixe é forte de mais. – Puxando com todas as minhas forças.
No momento em que as minhas mão iam ceder Dylan agarra nelas ficando por trás de mim e ajuda-me a puxar o peixe e claro para ele foi fácil.
– Olha o só tamanho deste peixe. Enorme. – Satisfeito.
– Verdade. – Rindo-me.
Dylan põe o peixe dentro do balde e traz consigo até ás margem do rio ao pé do velho barracão.
– E tu vais voltar de novo para tua família. – Libertando o enorme peixe.
Achei o gesto dele muito bonito, olhei por momentos para as minhas mãos e depois para Dylan a maneira delicada de como ele agarrou-me as minhas mão foi algo que pôs–me a pensar durante algum bocado. O toque dele, já o senti antes, muito antes das vezes em que ele salvou-me, mas a onde?
– Ei!!! Claire no que pensas? – Aproximando-se de mim intrigado.
– Em nada de especial. Olha aqui existe frutos silvestres?
– Acho que sim.
– Ótimo. O Bryan adora bolo de frutos silvestres. Eu estava a pensar em fazer um a ele.
– Deixa-me ir buscar a cesta ao barracão.
– Ok.
Depois de Dylan vir, ele levou-me para dentro da densa floresta, lá ele amostrou quais eram os arbustos dos frutos silvestres. Havia uma enorme quantidade para apanhar.
– Incrível. – Ainda surpreendida com as quantidade de arbusto há minha volta.
Pegava com cuidado nos frutos para não amachuca-los.
– Ei!!! Claire queres comer um fruto? – Amostrando-me.
– Pode ser, mas pode-se comer assim? – Aproximando-me dele.
– Claro que sim. Olha só. – Comendo um.
– Dylan!!!
– Não te preocupes. – Sentando-se num tronco que lá havia.
– Se o dizes. – Sentando-me ao lado dele.
– Toma. – Amostrando-me o fruto.
Ele aproxima o fruto da minha boca delicadamente. Eu abro a boca lentamente e ele introduz o fruto com cuidado, passando o polegar nos meus lábios.
– Então? É bom, não? – Com os olhos semicerrados para mim.
– Sim sem dúvida. Dylan posso perguntar-te algo?
– Sim claro.
– Afinal como sabias onde estava, naquele dia da piscina ou naquela noite? Por favor diz-me a verdade.
Ele dá um sorriso pequeno.
– Eu saí de casa quando tinha dezasseis anos, eu desde pequeninho sempre fui aventureiro já andei por toda a parte. Naquele dia que me encontras-te na rua foi porque fui assaltado uma vez e depois os outros que vieram iam fazer mesmo, mas já nada tinha comigo e por isso começaram a agredir-me.
– Estou a compreender.
– E por isso tive de arranjar um trabalho para conseguir dinheiro, nos meus tempos livres descobri que a faculdade de medicina tinha pavilhão aberto ao publico por isso ia lá e ás vezes via-te a treinar e naquela noite estava de folga e por acaso ouvi-te a pedir ajudar bem como naquela noite que foste ataca por aqueles tipos. Como vês eu não sou um anjo como chamas-te-me.
– Estou a ver. Mas foi graças a essa folga que não morri naquela noite – Com pequeno sorriso nos lábios.
– Para mim foste a primeira pessoa simpática que tive em toda a minha vida. – Olhando para chão.
– A primeira?
– Sim, normalmente as pessoas afastam-se de mim por causa da minha maneira de vestir, acham que sou má pessoa. – Agora a olhar para mim.
– Eu não acho isso. Se fosses uma má pessoa não tinhas salvo verdade?
– Acho que não. Queres mais um? – Amostrando outro fruto silvestres.
– Não obrigada. – Passando a minha mão com delicadeza no rosto dele. – Adoro o azul dos teus olhos. São como dois pequenos oceanos. – Observando-os.
Nesse momento os nossos olhares fixaram-se durante algum tempo, senti a mão de Dylan agarrar a minha mão, ele passou levemente os lábios dele na palma da minha mão, para depois passar para o meu pulso e depois para meu pescoço. Os beijos dele eram tensos mas ao mesmo tempo gentis e delicados, nunca ninguém tinha beijado-me assim tão desejadamente era difícil de resistir.
– Dylan o que estás a fazer? – Não percebendo a atitude dele e ao mesmo tempo espantada.
Ele pára e olha para mim durante algum tempo em silencio e a única que faz é sorrir-se para mim.
– A tua expressão é cómica.
– Cómica? – Não entendendo.
– A tua expressão de espanto.
– Oh! – Olhando para chão. – Dylan, eu não posso– – Levantando-me ficando de costas para ele.
– Não te preocupes com isso. – Interrompendo-me. – Foi uma pequena brincadeira. – Levantando-se.
– Estou a ver.
– Vamos regressar? – Com as mãos nos bolsos
– Ok. – Voltando-me para ele de novo.
No regresso a casa ainda pensava no que ele vez. Uma pequena brincadeira diz ele…. Por vezes olhava para o rosto dele, e não consegui a perceber no que pensava por ser neutro. Em casa Bryan continuava a trabalhar, enquanto Dylan via tv e eu fazia o jantar. Há mesa eu e Dylan nada dissemos um ao outro. Levei o jantar de Bryan ao nosso quarto.
– Bryan tens aqui o jantar. – Pousando em cima da mesa.
– Ok, ok, deixa ai. – Sem olhar para mim. – Assim não dá. Será que com esta linha de comando já dará? – Pensativo.
– Sabes uma coisa hoje apanhei frutos silvestres.
– Hum… – Não ligando muito ao que dizia.
– Eu pensei em fazer um bolo de frutos silvestres já que gostas. – Com pequeno sorriso.
– Hum… ok, faz o que quiseres. – Um pouco frio.
– Ouvis-te o que eu disse? – Levantando-me até ele.
– Sim não sei o quê de um bolo. Fazes bem.
– Bryan posso ter a tua atenção por um momento? – Já um pouco irritada.
– Só um segundo estou quase a terminar isto.
Aquela espera foi a ultima gota de agua para mim.
– JÀ CHEGA!!!! NÃO AGUENTO MAIS ISTO!!!! – Em voz alta.
– Claire?! – Olhando para mim surpreendido.
– Porque agora és assim comigo? O Bryan que conheci não era assim. Ele não ignorava-me. – Com as lágrimas a saírem dos meus olhos. – Ás vezes penso que não te importas com o desfecho da nossa relação. Para mim chega!!! Eu não te conheço mais.
– Claire…. – Aproximando-se de mim. – Não é nada disso é claro que me importo, mas…
– Mas o quê? – Com olhar serio para ele.
– As coisas mudaram um pouco desde que a secundária terminou.
– Não Bryan as coisas não mudaram, tu é que mudas-te, desde que envolveste com aquela caloira, para mim não passas de um estranho agora. – Semicerrando os olhos.
– Claire não digas isso.
– Eu vou apanhar ar, não quero estorvar o teu trabalho. – Saindo do quarto.
– Claire espera!!! Claire… – Sentando-se de novo ao computador. – Bolas. – Passando a mão pelo rosto.
Cá fora a brisa da noite era um pouco fria, o som da agua preenchia os meus ouvidos por isso não ouvi Dylan a chegar junto de mim.
– Parece que as coisa ficaram um pouco tensas. – Encostando-se ao tronco de uma árvore com cigarro na boca.
– Eu sempre soube que ele era um pouco viciado no trabalho, mas sempre que falava com ele, ele parava o que estava a fazer e ouvia-me. Agora simplesmente ignora-me. – Um pouco encolhida por causa do frio.
– Toma, veste isto. – Despindo o casaco. – Deves estar com frio.
– Obrigada. – Agarrando o casaco dele, com um pequeno sorriso.
– O silencio da noite aqui é agradável. – Olhando para céu estrelado.
– Tens razão.
Minutos depois ouço os grilos a cantarem ao pé da margem do rio. Olhava para o horizonte sem destino e uma das lágrimas dos meus olhos escapou. Vi Dylan aproximar-se de mim e olho para ele, com indicador ele limpa a lágrima que saia dos meus olhos.
– Eu agora estou bem.
– Se as coisas continuarem assim….. – Com olhar semicerrado para mim, mas um pouco sério, acariciando o rosto. – ….ele irá perder-te de certeza, e se isso acontecer serei eu a tomar o lugar dele.
– O estás a dizer Dylan? – Não levando muito a serio a conversa dele. – Não estou a compreender o que dizes?
Dylan nesse instante afasta com a mão o cabelo que cobria-me o pescoço, e começa a beija-me o pescoço passando levemente os lábios evoluindo progressivamente de densidade até á mesma forma de quando fomos apanhar os frutos silvestres, mas a única diferença eram mais prolongados.
– Estás outra vez a brincar comigo? – Com sorriso.
Dylan aproxima os lábios dele aos meus ouvidos sussurrando.
– Quem disse-se que desta vez estava a brincar? – Pondo a mão atrás do meu pescoço.
Nada disse apenas olhei-o surpreendida, o olhar semicerrado dele era diferente agora em comparação das outras vezes. Senti a mão dele na minha nuca, o rosto dele aproximava do meu lentamente, e quando apercebi-me os lábios deles já estavam nos meus. Ainda tentei esquivar-me, mas ele não deixou-me. O beijo dele era tenso e profundo mas delicado ao mesmo tempo, nada fiz apenas poisei a minha mão no ombro agarrando a camisola dele e deixei-me levar pelo momento. Quando terminou, ele beijou-me a testa e envolveu-me com força nos braços deles.
Como é quente o abraço dele. Sem dúvida alguma eu já senti este calor dantes. Agora que penso nada dele desde da primeira vez que o vi é me estranho, mas onde? Em que lugar? Em que ocasião senti isto?
Naquele momento senti-me preenchida, já há muito tempo que não sentia-me assim desde que sobe da traição de Bryan, não me importava de ficar assim para sempre.

Comentários
Enviar um comentário